# A conta que testa a consistência do extrato convertido

> Saldo anterior, mais créditos, menos débitos, igual ao saldo final impresso. O que essa conferência detecta — e os limites do que ela pode afirmar.

Publicado em 2026-07-19; revisado em 2026-09-04. Autoria: Equipe Convertou.

Qualquer ferramenta consegue extrair linhas de um PDF de extrato. A pergunta
que separa uma extração opaca de um processo auditável é outra: **os valores
extraídos explicam a variação que o próprio banco imprimiu?**

Não é pergunta retórica. Um extrato com um lançamento a menos é um arquivo
perfeitamente plausível — importa sem erro, parece completo, e só se revela
semanas depois, quando a conciliação não fecha e ninguém sabe por quê. O
lançamento perdido é o pior defeito possível de uma conversão, precisamente
porque é invisível.

## O teste está impresso no próprio extrato

Quando o banco imprime o saldo anterior no topo e o saldo final no fim, cada
lançamento soma ou subtrai entre esses dois pontos. Isso define uma equação que
o conjunto precisa satisfazer:

**saldo anterior + total de créditos − total de débitos = saldo final
impresso**

Se a extração omitiu ou duplicou um lançamento, ou leu um valor errado, a conta
normalmente deixa de fechar pela diferença resultante. Quando fecha, ela confirma
uma propriedade importante e específica: os débitos e créditos extraídos
explicam a variação total entre os dois saldos.

## O que a igualdade não prova

A conferência é agregada. Dois erros de mesmo valor e sinais opostos podem se
cancelar; uma data ou um histórico lido errado não muda o total; e não há conta
independente quando o extrato omite um dos saldos de ponta. Por isso o Convertou
mantém lançamentos, datas e históricos visíveis para revisão e informa quando a
conferência aritmética não pôde ser feita.

## O que a conferência pega na prática

Ela foi desenhada contra o lançamento perdido, mas pega uma família inteira de
defeitos reais — todos documentados nos layouts que o conversor trata:

- **Linha de saldo lida como lançamento.** No
  [Itaú](/extrato-itau-para-ofx), as linhas de saldo do dia têm a mesma forma
  de um lançamento; incluí-las duplicaria valores.
- **O segundo valor da linha.** No
  [Banco do Brasil](/extrato-banco-do-brasil-para-ofx), a linha pode trazer o
  valor da operação e o saldo após ela — ler o errado dobra os totais.
- **Quebra de página no meio do lançamento.** No
  [Sicoob](/extrato-sicoob-para-ofx), o valor às vezes fica do outro lado da
  página, longe da transação.
- **Dígito errado do OCR** em [extrato
  escaneado](/blog/extrato-escaneado-da-para-confiar) — o caso em que a
  conferência é obrigatória por definição.

## Quando a conta não fecha

Tão importante quanto conferir é o que se faz com a divergência. A resposta
errada é entregar o arquivo mesmo assim; a certa é mostrar a diferença em
reais e deixar a decisão com quem entende do extrato. Às vezes é um documento
truncado (faltou a última página); às vezes é uma particularidade nova do
layout; às vezes o próprio extrato tem inconsistência — como o
[OFX do Bradesco que inclui lançamentos fora do período
filtrado](/blog/por-que-o-ofx-do-banco-e-recusado).

No Convertou, essa equação é tentada em todo arquivo. Quando os saldos impressos
estão disponíveis e a conta fecha, o resultado fica marcado como aritmeticamente
conferido; quando não fecha, a diferença aparece antes do download. Sem os dois
saldos, a tela informa o limite e deixa a revisão final com o usuário. Essa
distinção é o que torna a [conversão](/pdf-para-ofx) auditável sem prometer uma
certeza que a aritmética, sozinha, não oferece.

Fonte canônica: https://convertou.com.br/blog/conferencia-de-saldo-como-funciona
