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Por que o sistema recusa o OFX que o banco gerou

O arquivo veio do próprio banco e mesmo assim a importação falha. As causas documentadas — tag ausente, versão errada, data fora de ordem, lançamento do dia — e o que fazer em cada uma.

· Equipe Convertou

É uma das situações mais contraintuitivas da conciliação: o arquivo veio do internet banking, gerado pelo próprio banco, e a tela de importação devolve “arquivo fora de padrão”. A reação natural é desconfiar do sistema contábil — mas na maioria dos casos documentados, o problema está mesmo no arquivo.

O OFX é um padrão, só que os bancos o implementam com variações. E cada sistema contábil impõe os próprios requisitos por cima. O arquivo precisa agradar aos dois ao mesmo tempo.

As causas que as bases oficiais documentam

Tag obrigatória ausente. O Conta Azul documenta que a causa mais comum do erro “Arquivo OFX fora de padrão” é a tag TRNTYPE — o campo que diz se o lançamento é crédito ou débito — ausente ou incorreta. O Domínio vai além e lista as tags que exige em cada lançamento: TRNTYPE, DTPOSTED, os delimitadores STMTTRN, MEMO, CHECKNUM e FITID. Um OFX sem esses campos é recusado com um erro que menciona “formato do Microsoft Money”.

Versão fora do esperado. O Conta Azul aceita OFX no padrão Money 100 ou 102 — a família 1.x do formato, que é texto SGML, não XML. Arquivo gerado em outra versão é recusado antes de qualquer lançamento ser lido.

Datas fora de ordem, ou lançamento do dia corrente. O Conta Azul exige os lançamentos em ordem crescente de data e só aceita movimento de D-1 para trás. O Itaú documenta requisito parecido para conta PJ: ordem crescente e recusa de lançamentos do dia. Exportar o extrato no mesmo dia do último movimento é receita para falha.

Tamanho. No Conta Azul, o limite é 5 MB por arquivo. Extratos de período longo passam disso com facilidade — a saída é exportar em partes.

O arquivo certo do banco errado. O Itaú gera OFX com estrutura diferente para pessoa física e jurídica, e há sistemas que só aceitam uma delas — o que explica o mesmo arquivo importar na conta da empresa e falhar na do sócio. A Caixa gera dois arquivos, um “completo” e um “resumido”, e só o completo é aceito na conciliação.

Período que não é o que você pediu. O caso mais traiçoeiro é o do Bradesco: o OFX pode incluir lançamentos até a data atual mesmo quando você filtrou um período anterior. O arquivo importa — mas o saldo diverge na conciliação, sem mensagem de erro nenhuma.

Como diagnosticar em dois minutos

OFX é texto. Abra o arquivo no Bloco de Notas e confira três coisas: se as datas (DTPOSTED) estão dentro do período que você espera, se cada lançamento tem TRNTYPE, e se o cabeçalho indica a versão 100 ou 102. Não é preciso entender o formato inteiro — os problemas documentados acima aparecem a olho nu.

Quando o arquivo não tem conserto

Se o banco gera o OFX errado, gerar de novo produz o mesmo arquivo. Nesses casos o caminho documentado é partir do PDF — que costuma ser o extrato mais completo que a conta oferece — e convertê-lo para um OFX que atenda aos requisitos da importação: versão 1.x, tags completas, datas em ordem e saldo conferido contra o impresso no próprio extrato.

Os guias por sistema detalham os requisitos e erros de cada tela: Domínio, Conta Azul e Omie.

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Do PDF ao lançamento contábil

O Convertou lê o extrato em PDF, identifica o banco automaticamente e gera o OFX na versão 1.0.2, gravado em Windows-1252 — conferindo o saldo contra o do próprio extrato antes de liberar o arquivo.

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