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Guias para a rotina contábil

A conta que testa a consistência do extrato convertido

Saldo anterior, mais créditos, menos débitos, igual ao saldo final impresso. O que essa conferência detecta — e os limites do que ela pode afirmar.

· Equipe Convertou · revisado em

Qualquer ferramenta consegue extrair linhas de um PDF de extrato. A pergunta que separa uma extração opaca de um processo auditável é outra: os valores extraídos explicam a variação que o próprio banco imprimiu?

Não é pergunta retórica. Um extrato com um lançamento a menos é um arquivo perfeitamente plausível — importa sem erro, parece completo, e só se revela semanas depois, quando a conciliação não fecha e ninguém sabe por quê. O lançamento perdido é o pior defeito possível de uma conversão, precisamente porque é invisível.

O teste está impresso no próprio extrato

Quando o banco imprime o saldo anterior no topo e o saldo final no fim, cada lançamento soma ou subtrai entre esses dois pontos. Isso define uma equação que o conjunto precisa satisfazer:

saldo anterior + total de créditos − total de débitos = saldo final impresso

Se a extração omitiu ou duplicou um lançamento, ou leu um valor errado, a conta normalmente deixa de fechar pela diferença resultante. Quando fecha, ela confirma uma propriedade importante e específica: os débitos e créditos extraídos explicam a variação total entre os dois saldos.

O que a igualdade não prova

A conferência é agregada. Dois erros de mesmo valor e sinais opostos podem se cancelar; uma data ou um histórico lido errado não muda o total; e não há conta independente quando o extrato omite um dos saldos de ponta. Por isso o Convertou mantém lançamentos, datas e históricos visíveis para revisão e informa quando a conferência aritmética não pôde ser feita.

O que a conferência pega na prática

Ela foi desenhada contra o lançamento perdido, mas pega uma família inteira de defeitos reais — todos documentados nos layouts que o conversor trata:

  • Linha de saldo lida como lançamento. No Itaú, as linhas de saldo do dia têm a mesma forma de um lançamento; incluí-las duplicaria valores.
  • O segundo valor da linha. No Banco do Brasil, a linha pode trazer o valor da operação e o saldo após ela — ler o errado dobra os totais.
  • Quebra de página no meio do lançamento. No Sicoob, o valor às vezes fica do outro lado da página, longe da transação.
  • Dígito errado do OCR em extrato escaneado — o caso em que a conferência é obrigatória por definição.

Quando a conta não fecha

Tão importante quanto conferir é o que se faz com a divergência. A resposta errada é entregar o arquivo mesmo assim; a certa é mostrar a diferença em reais e deixar a decisão com quem entende do extrato. Às vezes é um documento truncado (faltou a última página); às vezes é uma particularidade nova do layout; às vezes o próprio extrato tem inconsistência — como o OFX do Bradesco que inclui lançamentos fora do período filtrado.

No Convertou, essa equação é tentada em todo arquivo. Quando os saldos impressos estão disponíveis e a conta fecha, o resultado fica marcado como aritmeticamente conferido; quando não fecha, a diferença aparece antes do download. Sem os dois saldos, a tela informa o limite e deixa a revisão final com o usuário. Essa distinção é o que torna a conversão auditável sem prometer uma certeza que a aritmética, sozinha, não oferece.

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Do PDF ao lançamento contábil

O Convertou lê o extrato em PDF e gera o OFX 1.0.2 em Windows-1252. Quando o documento traz os saldos necessários, a revisão mostra a conferência aritmética. Datas e históricos também precisam ser conferidos.

Converter e conferir é grátis, sem cadastro. Para baixar um PDF convertido: 1 crédito por página. Veja os créditos e preços.