OFX, CSV ou PDF — qual formato serve para a contabilidade
Os três formatos em que o extrato bancário chega, o que cada um carrega de verdade e por que o sistema contábil só importa um deles sem fricção.
Todo extrato bancário existe em pelo menos um destes três formatos, e boa parte da fricção da conciliação vem de usar o formato errado para a tarefa errada. Vale separar o que cada um é — porque eles não são três versões da mesma coisa.
PDF: feito para o olho, não para o software
O PDF é o formato universal: todo banco gera, toda conta tem, todo período está disponível. É também o único dos três desenhado para uma pessoa ler — e é exatamente por isso que ele não importa em sistema nenhum.
Dentro de um PDF não existe “coluna de valor” nem “campo de data”. Existe texto posicionado na página. Quando um software tenta ler isso, precisa reconstruir a tabela a partir da posição de cada pedaço de texto — e cada banco desenha o extrato de um jeito. É trabalho de leitura dedicada por layout, não de conversão genérica.
Em compensação, o PDF costuma ser o documento mais completo que o banco entrega: sem limite de período curto, com saldo impresso, com o detalhe que às vezes falta nos outros formatos.
CSV: uma tabela, mas sem contrato
O CSV é texto separado por vírgula ou ponto e vírgula — uma planilha crua. Ele resolve a leitura por software, mas tem um problema que só aparece na prática: não existe um padrão de colunas. Cada banco decide a ordem, o nome, o formato da data, o separador decimal. O CSV do Nubank não se parece com o da Caixa.
Por isso a maioria dos sistemas contábeis não aceita CSV de extrato diretamente, ou aceita apenas com mapeamento manual de colunas. O CSV é ótimo para análise em planilha — e é para isso que o Convertou também o gera — mas como formato de importação ele transfere o trabalho para você.
OFX: o único com contrato
O OFX é o único dos três criado especificamente para um software emitir e outro ler. Cada lançamento vai descrito em campos com nome e significado definidos: data, valor, tipo, histórico, um identificador único. É por isso que a tela de importação do Domínio, do Conta Azul e do Omie pede esse arquivo — e é por isso que a importação, quando o arquivo está certo, é imediata e sem digitação.
O porém: nem toda conta exporta OFX, nem todo período está disponível, e nem todo OFX que o banco gera passa nos requisitos do sistema que o recebe — um tema com particularidades suficientes para um texto próprio.
Na prática
- Vai importar no sistema contábil? OFX, sempre que existir e servir.
- Vai analisar, conferir, montar relatório? CSV ou Excel.
- Só tem o PDF? É o caso do conversor: o PDF vira OFX com os lançamentos extraídos do layout do banco e o saldo conferido contra o do próprio extrato — e você escolhe o formato de saída conforme o destino.
O formato certo não é uma preferência: é uma função do que você vai fazer com o arquivo no passo seguinte.