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Conta e maquininha — por que a conciliação nunca fecha com um arquivo só

Quem vende com cartão tem dois extratos: o da conta e o relatório de vendas. Eles não dizem a mesma coisa, não saem no mesmo formato, e conciliar exige entender o papel de cada um.

· Equipe Convertou

O cliente tem conta no PagBank e maquininha do PagBank. Deveria ser o cenário mais simples do mundo — uma instituição só, um extrato só. Não é: são dois relatórios diferentes, com conteúdos diferentes, formatos diferentes e, em alguns casos, formas de exportação diferentes. E a conciliação precisa dos dois.

O que cada relatório conta

O extrato da conta mostra o movimento financeiro: o que entrou, o que saiu, os Pix, os pagamentos — e os repasses das vendas, geralmente já líquidos, às vezes agrupados.

O relatório de vendas mostra cada transação da maquininha: valor bruto, taxa, parcelamento, bandeira. É dele que sai a receita de verdade — mas ele não é o extrato da conta, e os totais dos dois não coincidem por definição: o que a conta recebe é o líquido, depois das taxas, no prazo do repasse.

Confundir os dois produz conciliação que não fecha — não por erro, mas porque se está comparando bruto com líquido, venda com repasse.

Como isso aparece em cada instituição

No PagBank, a separação é explícita: o extrato da conta sai em OFX, mas o extrato financeiro — o das vendas — sai apenas em CSV e PDF, com teto de dias por consulta.

Na Stone, o detalhe documentado é outro: sistemas contábeis que integram com a Stone costumam trazer só as vendas da maquininha. Pix, transferências e pagamentos da conta digital ficam de fora da integração — e continuam exigindo a importação manual do extrato da conta. A base da Conta Azul confirma o mesmo padrão para PagSeguro e Stone: a integração automática cobre as vendas; a conta corrente pede o OFX manual.

Na InfinitePay, o extrato da conta traz o valor líquido depositado, e o detalhe transacional fica no relatório de vendas. A divergência entre um e outro aparece justamente nos casos chatos: contestação, venda cancelada.

O processo que funciona

  1. Trate os dois relatórios como fontes distintas — um alimenta o caixa, o outro alimenta a receita. Não tente derivar um do outro.
  2. Concilie a conta pelo extrato da conta — em OFX quando a instituição gera um que sirva; convertendo o PDF quando não.
  3. Case os repasses com as vendas — o repasse do extrato corresponde a um lote de vendas do relatório, líquido de taxas. É essa amarração que fecha o bruto com o líquido.
  4. Não espere que os totais coincidam — a diferença entre eles são as taxas e o prazo. Se coincidirem, aliás, desconfie.

A frustração de “não fecha” quase sempre nasce de esperar que um arquivo contasse a história inteira. São duas histórias — e cada uma tem o seu extrato.

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Do PDF ao lançamento contábil

O Convertou lê o extrato em PDF, identifica o banco automaticamente e gera o OFX na versão 1.0.2, gravado em Windows-1252 — conferindo o saldo contra o do próprio extrato antes de liberar o arquivo.

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